Sabotagem aos Pilares do Ocidente

Nós os Ocidentais cultuamos pedras. Desde o final do Paleolítico estamos erigindo monumentos de pedras para demarcar território e nos conectarmos de forma espiritual e sanguínea às entranhas da terra. Há quem diga que as rochas são os próprios ossos da terra, é comum nas mitologias indo-europeias e indo-iranianas a ideia de que um ente sagrado tenha dado a própria vida e corpo para criar o Cosmo. Por isso quando nos sepultamos sob a terra estamos retornando para Ela tudo o que nos foi dado, e quando ali posicionamos uma lápide estamos avisando para aqueles que ficam sobre a superfície dela, que naquele exato local, um Ancestral seu viveu, morreu e fundiu-se à terra, portanto, este território é seu por direito sagrado. Se ali não está um Ancestral seu, saiba que alguém passou por ali antes de você, respeite, reverencie, e esteja pronto para a possibilidade de precisar defender o território, caso os descendentes do defunto o reclamem.

No Paleolítico fazíamos isso também para demarcar as rotas de caça e os locais por onde, ao passarmos, presenciamos eventos sagrados. Assim as gerações seguintes continuavam seguindo os passos de seus Ancestrais e em procissão mantinham viva a aliança com os deuses. No Mesolítico começamos a praticar o escambo e a fazer navegações de curto porte, então na franja litorânea da Face Atlântica passamos a erigir túmulos de pedras em formato de mesas – hoje em dia conhecidas como Mesetas na Península Ibérica e Cairns nas Ilhas Britânicas -que cobriamos com terra para simular uma entrada para o Reino dos Ancestrais e os dos deuses, entre eles, Aquela qie viríamos a conhecer como Soberania. Nós os consagravámos sepultando ali os melhores das nossas tribos: nossos heróis, sacerdotes e soberanos.

Ainda no Mesolítico expamdimos nosso proto comércio, nossa área de influencia, também nossos territórios e, com ele, nosso sangue e cultura. Através dos rios nos espalhamos em direção ao Leste e ao Sul, levamos nosso costume à Península Itálica, ao Norte da África, e ao Leste Europeu. No processo, nós também assimilamos muito: aprendemos a agricultura, e nossa compreensão de território mudou. Na verdade todo o paradigma mudou e teve advento o Neolítico: nós nos fixamos à  terra na qual plantávamos, nossa língua e costumes se modificou e nossa religião se transformou.

No Neolítico passamos a sepultar nossos mortos coletivamente nas mesetas, gravamos nas pedras os segredos para que a vida voltasse em epifania a brotar do solo e nascer das nossas mulheres. Viramos as entradas das sepulturas para o Sol nos momentos exatos em que os deuses celestes ordenavam os ciclos da terra, e vinham buscar nossos presentes e deixar suas bênçãos, os Solstícios e Equinócios. Passamos então a celebrar estes eventos e nossos calendários se tornaram sagrados. Quando nos reuníamos nestes dias para os ritos e festas, estávamos em comunhão com os deuses e renovando com eles os laços estabelecidos com nossos Ancestrais. Passamos também a erguer as pedras como Pilares ou Meníres e também as dispunhamos em círculos nos locais aonde estas comunhões eram possíveis.

A pedra é fixa, imutável, permanece no mesmo local por milênios, nos indicando os caminhos dos nossos Ancestrais e aquilo que tem valor para todos nós, vivos e mortos, enquanto membros de um mesmo povo. Por isso, com o tempo passamos a esculpir estas pedras com nossos símbolos sagrados e a face de nossos heróis e soberanos; fizemos estátuas e as colocamos nos centros de nossas cidades e altares. Mais tarde também começamos a fazer templos de pedra, e embora a fé cristã tenha tornado profana as estátuas dos heróis e as pedras sagradas de nossos Ancestrais, elas continuaram tendo o poder de guardar nossa memória coletiva e manter a coesão social. Na verdade, os templos cristãos também passaram a servir a esta finalidade,  e, em seguida, construímos também edifícios e lá  colocamos e preservamos as relíquias do passado – a estes demos o nome de Museus.

A forma mais eficaz de destruir o Ethos de um povo e a pertença dele para com seu território, é pondo abaixo suas pedras, e junto com elas a sua memória. Qualquer povo, mas isto é muito mais forte para nós os Ocidentais, que somos cultuadores de pedras. Quando elas são derrubadas, além de nossa memória, nosso ethos, também destrói-se nossa soberania. Mas há algo que não se desfaz: a sacralidade do local. Aquele continua sendo sempre um ponto de comunhão com os deuses.

Quando se iniciou a construção da Catedral de Notre Dame, em 1163 depois de Cristo, às margens do Rio da deusa Sequana – hoje conhecida como Sena – já se havia erguido ali muitas outras pedras sagradas. Entre elas podemos assegurar com precisão histórica o Pilar de Júpiter/Taranus e a  Catedral de Santa Étienne. Todos estes templos que antecederam a Notre Dame significaram a hegemonia de uma religião e de um centro de poder que suplantou os anteriores. O Pilar de Júpiter demonstrou o sincretismo entre a fé gaulesa e a romana que conquistou a Gália,  e a Catedral de Santa Étienne foi erigida pelos reis francos que se estabeleceram na região no processo das Invasões Bárbaras e se converteram ao Cristianismo para obter a legitimidade ao trono através da bênção papal. Cada uma destas construções sublimou parte da memória da população que erigiu o templo anterior, cada uma delas absorveu parte da cultura de seus antecessores, e cada uma delas reconheceu e preservou a sacralidade do local.

Estamos vivendo uma repetição da história de nossos Ancestrais, testemunhando agora o crepúsculo da Civilização Ocidental? Um processo do qual o incêndio da Catedral de Notre Dame seria marco ou símbolo? Teria o incêndio desta catedral assim como os de outras igrejas menores na França, sido criminoso? Não sou investigadora criminal, e hoje em dia desconfio de que todas news sejam fake, então é difícil acusar. No entanto, não tenho como ignorar os sinais e me espantar com as coincidências.

Em 2 de Setembro de 2018 um incêndio destruiu no Brasil o Museu Nacional, o palácio no qual a família real brasileira habitou e governou o país, aonde a proclamação da nossa independência foi assinada, foi destruído junto com monumentos e documentos históricos do Brasil e do mundo. Isto aconteceu em um ano no qual pelo menos outros 4 museus incendiaram no Brasil, e se deu na mesma semana da celebração da Independência do Brasil, que ocorre no dia 7 de Setembro. Agora, igrejas se incendeiam na Itália e França e na mesma semana em que se celebra a Páscoa – o evento que fundamenta o Cristianismo, pois para seus seguidores é na Páscoa que Cristo teria resssuscitado e subido aos céus, denotando assim a sua divindade – uma das catedrais mais célebre e símbolo da cristandade, também pegou fogo.

Meu artigo anterior aqui neste blog tratou de como a Astrologia foi vista na antiguidade como uma forma de prever e compreender a influência divina sobre os assuntos dos mortais, e por isso me foi pedido uma explicação acerca do possível significado espiritual do incêndio em Notre Dame. Para isso eu precisaria do Mapa Natal da Catedral, mas embora a história tenha registrado o dia da consagração de seu primeiro altar, ela não registrou a hora, então não vou poder fazer uma análise completa,  e só vou poder afirmar aquilo que for possível ver pela posição dos planetas nos signos.

O altar de Notre Dame foi consagrado em 19 de Maio de 1182 do Calendário Juliano, à zero hora deste dia a posição dos planetas no céu de Paris era esta:

astro_w2gw_notre_dame_catedral.40878.4979

Como eu já disse, não encontrei registro histórico para a hora da consagração, mas é claro que ela não ocorreu à meia noite. Então peço ao leitor que não se atente ao posicionamento dos planetas e dos signos na roda celeste, mas sim que confira o primeiro quadro, que se refere à posição somente dos planetas nos signos.

Supondo, repito, supondo, que a missa de consagração tenha se iniciado nas primeiras horas do dia, logo após o nascer do sol, teríamos a consagração em si ocorrendo entre 6 e 8 horas da manhã, neste caso, o Mapa Natal da Catedral seria aproximadamente este (para o propósito da análise do incêndio, já coloco abaixo a imagem do Mapa Natal combinado com o trânsito dos planetas no dia 15):

astro_24gw_notre_dame_catedral_2019415.67617.23130

No mapa acima, a posição dos planetas no dia da consagração está na cor azul dentro do quadro, e na cor preta dentro da roda celeste. Já a posição dos planetas no dia do incêndio está na cor verde, tanto no quadro quanto na roda. Não vou me demorar em uma análise deste mapa por casas porque, como já disse, não passa de uma suposição, mas alguns pontos são pertinentes e sugerem que a missa tenha mesmo ocorrido nas primeiras horas do dia. De acordo com este mapa, o signo que ascendia no horizonte no momento da consagração é Câncer, e portanto o Ascendente da catedral seria Câncer. O Ascendente significa o corpo físico, a aparência, o propósito e a missão do objeto/indivíduo de análise. Portanto a Catedral teria surgido com o propósito da maternidade, domicílio e família. Tendo a água em seu entorno, o que de fato ocorre, já que o Rio Sena margeia a Catedral. E tendo o planeta Vênus em Câncer e conjunção à linha do Ascendente, estaria destinada a ser uma catedral bela, feminina, que promova o culto à Mãe de Deus, e influencie e simbolize a unidade do povo e identidade cristã da França. Certamente isso condiz com a história dos 800 anos desse edifício, e condiz também com a deusa do rio que corta Paris e margeia a Catedral, Sequana, levando-me a pensar que a fé mudou, mas a Numen em torno do local permaneceu.

Mas deixemos a especulação de lado, e vamos àquilo que pode de fato ser aferido: a posição dos planetas nos signos. Um olhar atento ao mapa acima vai mostrar que 3 planetas estavam posicionados exatamente no mesmo signo no dia da missa de consagração e no dia do incêndio. Urano em Touro, Marte em Gêmeos e o Nódulo Lunar em Câncer, o que demonstra não só um retorno ao ponto de início, mas também a completude de um ciclo.

Urano é o planeta/deus que promove as transformações, reformas e revoluções; os inícios e fins de ciclos e eras, seu elemento é o ar mas a sua manifestação na natureza é a eletricidade, por isso está relacionado a tempestades e raios. No signo de Touro, Urano traz, de uma maneira geral, para toda a humanidade, a tendência da ruptura de territórios, fim e criação de novos países, drásticas transformações geopolíticas, acidentes naturais e geológicos e revoluciona a tecnologia agrária e os hábitos alimentares. Não é de se admirar que quando Urano tenha voltado para a mesma posição em que estava quando  houve a criação da catedral que simbolizou a união da França e a Cristandade, ele influenciou uma reforma na mesma, que deu ensejo ao curto circuito que iniciou o incêndio.

O Nódulo Lunar Norte em Câncer no Mapa Natal da catedral estava conferindo expansão, durabilidade e o potencial para muito filhos. É natural que este edifício tenha sido copiado em todo o Ocidente e tornado-se um emblema da cristandade fora da França também. No dia do incêndio o Nódulo Norte estava mais uma vez de regresso ao signo de Câncer, dirigindo mais uma vez a atenção dos filhos da Notre Dame  ao redor do mundo para a catedral. Nódulo Norte significa expansão, aquilo a que damos importância e atenção, é também explosão, agrava a tendência ao incêndio de Urano. Ou seja o incêndio estava previsto no Mapa Natal e realizou-se quando os planetas retornaram ao seu ponto de partida.

No signo de Câncer o Nódulo Norte tem trazido ao presente uma forte emoconalidade, priorizado os sentimentos, ele tambem está despertando o nacionalismo em todo o mundo. Câncer é o signo da mãe, da genética,  da unidade familiar, e conseqüentemente da unidade de tribos ou nações, que são grupamentos humanos baseados na descendência dos mesmos ancestrais. Quando estava no signo anterior, em Leão, e Plutão entrou no signo de Capricórnio – ou seja, o deus da morte e transformação dirigindo sua atenção para o signo da política -, vimos o início do declínio dos governos de esquerda e o patriotismo voltar a ter espaço na política ocidental. Note que Leão é o pai, o defensor, a autoridade, assim é também patriotismo, defesa da soberania, fronteiras e tradições, neste período Donald Trump foi eleito nos EUA prometendo construir um muro na fronteira com o México e resgatar a grandiosidade econômica e identitária  do país. Donald Trump tem Ascendente em Leão, quando o Nódulo Norte transitou no ascendente dele, ele travou uma espécie  de batalha patriótica e saiu vitorioso, sendo eleito presidente e cumprindo seu destino. Depois, quando o Nódulo Norte passou para o signo de Câncer, no Brasil se elegeu Jair Bolsonaro, com um discurso Nacionalista e pró família. Desde então, não apenas Plutão, mas também Saturno transita por capricórnio influenciando o fim de ciclos políticos e promovendo uma limpeza em governos que demonstraram incompetência e/ou corrupção.

Por isso eu vejo esse trânsito e a influência cíclica dele como um chamado das Deusas Mães, em especial da deusa fluvial que margeia a Catedral e flui no meio da cidade de Paris, Sequana. O Nódulo Norte em Câncer tocando a Vênus em Câncer do Mapa Natal me parece essa deusa aquática e maternal clamando por respeito, pela família e as tradições do território de onde ela também é nativa.

Por fim, vamos a Marte em Gêmeos. No dia da missa de consagração ele estava em conjunção a Plutão em Câncer, o que significa que, independente da hora da missa, e por isso, da casa do Mapa Natal em que está, Marte tem ligação direta à morte, ou seja, ao fim da Catedral. Marte é agressão, golpe, briga, guerra. Em Gêmeos, Marte é guerra verbal, travada no campo das ideias, é guerra ideológica que utiliza espionagem e sabotagem. Esta conjunção demonstra claramente que a catedral está desde sempre destinada a sofrer um golpe mortal provocado por sabotagem em meio a uma guerra ideológica.

Plutão em Câncer do dia da consagração também está em conjunção ao Nódulo Norte em Câncer, que como eu já disse também significa explosão. Neste caso como ambos estão no signo de Câncer, esta explosão pode dar ensejo à morte de uma nação, pode estar relacionada ao incêndio e à crise atuais da Europa. Então, com Marte de volta a Gêmeos, catalizando o destino das conjunções de Marte com Plutão e de Plutão com Nódulo Norte, é provável que estejamos sim diante de uma sabotagem,  um incêndio criminoso, em meio a uma crise de identidade nacional e uma guerra ideológica entre duas civilizações, uma encabeçada pela Cristandade e a Europa, e a outra… bem… [continue lendo]. E infelizmente, este pode ser sim o fim da Catedral e da Civilização que ela simboliza.

Até aqui o que eu disse sobre Marte, Nódulo Norte e Urano e suas localizações nos signos são certeza. Mas vou voltar brevemente à especulação, ou seja, àquele Mapa que supõe que o Ascendente esteja em Câncer. Se este mapa estiver correto, Marte, Plutão e Nódulo Norte natais estão na casa 12, e a casa 12 é a casa do oculto, dos outros mundos, dos espíritos, mas também daquilo que se esconde, que não é conhecido. Marte em Gêmeos na Casa 12 é, portanto, um inimigo oculto, neate caso, quem sabotou a catedral, não pode ser um inimigo conhecido. E este aspecto não combina com terroristas islâmicos. Todo mundo sabe que várias lideranças e seguidores do islamismo são terroristas e inimigos do Ocidente, porque eles já atacaram muitas vezes a França e vários outros países da Europa e do Ocidente, e sempre vêm a público assumir o ato. Neste mesmo momento eles estão festejando em publicações pela internet. O islamismo é o inimigo mais declarado do Ocidente. Então, se este mapa está correto, e Marte em Gêmeos está na Casa 12, quem sabotou Notre Dame foi outro grupo, um que finge ser aliado ou neutro. O signo de Gêmeos tem duas caras, duas personalidades, ou seja, pode até ser um inimigo interno, um traidor.

Enfim, posso afirmar pelas posições dos planetas nos signos no dia da missa de consagração da Catedral de Notre Dame, e no dia do incêndio, que houve sim uma sabotagem que gerou a tragédia, e que as consequências serão um marco na história. Mas como não tive acesso à hora da consagração, não pude fazer o Mapa Natal da catedral, e portanto também não pude ir adiante nas minhas afirmações. Ou seja, posso dizer que houve uma sabotagem, mas não posso caracterizar o agressor e dizer de onde ele vem. Posso afirmar que este ataque está ligado a uma guerra ideológica e que suas consequências serão drásticas no que tange às ideias de nação  e pertença do povo francês assim como de todo o Ocidente e a Cristandade, que este evento será um marco, mas não posso dizer se será um marco que vai despertar a consciência identitária europeia e ocidental, ou o marco que vai demonstrar que o Ocidente está pronto para sepultar de vez aos seus Ancestrais e deixar que sejam demolidas as suas pedras sagradas.

Se a verdade será tornada pública em breve, quando forem encerradas as investigações, também não posso afirmar, mas ela acaba vindo a tona cedo ou tarde, e no futuro a História dirá que foi sabotagem, foi um incêndio criminoso, e será um marco histórico assim como foi a Queda da Bastilha.

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